quarta-feira, 10 de agosto de 2011

TALVEZ

Talvez, tenha sido lindo
Talvez, eu tenha chorado
Demasiado.

Talvez, eu tenha me iludido
Talvez, confiado
 E num sobressalto
Acordado.

Talvez, eu tenha apostado
Talvez, alcançado
Esse desejo lançado.

Talvez, eu tenha me comprometido
Talvez, sofrido
E agora, tem que ser esquecido.

Talvez, venham as perguntas
Talvez, sem obter respostas
Que dirá, sensatas.

Talvez, o dia amanheça
Talvez, o sol me peça
Um levantar de cabeça.

Talvez, esse sábio destino
Talvez, esteja me intuindo
 Para um caminhar contínuo.
                                         
Sendo assim...
Talvez, me resta ainda a alegria
Talvez, a lida do dia
Restaure a inevitável partida.

terça-feira, 19 de julho de 2011

NO SILÊNCIO, FICA O DESEJO...


Plantei todos os sonhos
Que outrora almejei.
Mas, seu germinar é lento
Então, vou colhendo aos prantos
Pois, já me decepcionei.
Tanta espera
Tantos acertos
E nem tantos assim.
A semente fecundada
Quisera eu, que fosse pra mim
Mas ela já tem dono
E não estarei aqui
Pra saber qual será o fim.
Busco o descanso
Encontro  o vazio,
O silêncio.
A pequenez nos argumentos
A normalidade insana
O furor das palavras
Ditas,
Silenciadas.
Obra de uma quimera
Perdida
Desiludida.
Fica o esboço do que poderia ser...
Ao anoitecer, tenho a sensação
Que tudo passa
Que tudo segreda
Na alma que irradia
O desejo de te amar...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

HÁ ESPERANÇA?


Digo sim,
Digo o que sinto
O que pressinto.
Mesmo assim,
Não vejo o dito
Mudado
Renovado
Alterado.
Tudo continua igual
Mesmo que sazonal.
E o tempo velado,
Pra que fosse assimilado,
Se perdeu...
Nada de promessas
Quiçá cobranças
Aconteceu.
Essa espera angustiante
Traz uma luta
Quase que dominante.
E o repouso noturno
Se torna inoportuno,
Se o meu grito
No silêncio, permaneceu.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

E SURGE O AMOR...


Teu sorriso
Ilumina a minha face.
Tua voz
Vibra o meu coração.
Entre um êxtase e outro
Nossos lábios se tocam,
Ao som de uma canção.
Momentos eternos
Que ficam,
Que petrificam.
A essência do amor
Desabrocha no calor
Desses corações enamorados.
Tantos caminhos a trilhar
Tantos desejos aguçados
Um amor assim,
Não pode ser desperdiçado.

domingo, 15 de maio de 2011

INDAGAÇÕES




Por que choras oh coração guerreiro
Se a tua luta não é de um forasteiro?
Teu passado estressante
Moldou o presente
E no futuro, continuarás valente?
Marcante é o teu sorriso
De fibra és esculpido.
Por horas experimenta o conforto
Por minutos fica entristecido.
E com as ondas da emoção
Uma extrema dor dilacera
Esse inquietante coração.
Forjar um instante sereno
Com uma certa melancolia,
É quase uma covardia.
Que o passo seja constante
Que os olhos irradiem
A felicidade pulsante...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A CHEGADA




















Deixa ele chegar
E devagar aportar.
Esse sonho tão sonhado
Feito dia iluminado
Chegou pra ficar.
No vai e vem dos desejos
Quero o gosto apurado
Do trabalho almejado.
Se persistir é ter paciência,

A vida com obediência
Se apressa em te presentear.
Então, você já pode se acalmar.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

AQUELE DIA



Eu serei
Tu serás
Nós seremos.
Te esperei
E tu me procuravas.
Eis que o dia
Aquele dia de agonia

Minha voz expressei.
Os arcanjos atentos
Ouviram meus lamentos.
A esperança em profusão
Retoma o pulso.
E o que era desilusão
Hoje, são contentamentos.